Vendas do varejo paulista caem 10,1% em setembro | ACIRP


03/12/2016

Vendas do varejo paulista caem 10,1% em setembro

 A pesquisa ACVarejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), informa que o volume de vendas do varejo ampliado paulista caiu 10,1% em setembro em comparação com o mesmo período de 2015. Embora elevada, a queda foi menos intensa do que a observada em meses anteriores – em julho e agosto as perdas foram de 13% e 12,3%, respectivamente.

Esse arrefecimento pode ser explicado, fundamentalmente, pela base de comparação mais fraca do ano passado, já que naquele ano o impacto da crise sobre o varejo foi maior.

“Ainda não dá para dizer, com certeza, se essa queda menos aguda sinaliza uma trajetória de gradual retomada ou se é apenas algo pontual. A única coisa que se sabe é que os elementos macroeconômicos, tais como desemprego, disponibilidade do crédito e renda das famílias continuam ruins, empurrando as vendas para baixo”, analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

No período acumulado de nove meses – janeiro a setembro – a retração das vendas do comércio varejista do Estado de São Paulo foi de 6,6% sobre igual período de 2015.

Regiões

Em setembro, todas as regiões analisadas pela ACVarejo apresentaram recuos no volume de vendas em relação a setembro do ano passado. O ABC Paulista apresentou a menor queda (-5,6%). Já a Região Metropolitana Oeste foi a que registrou pior desempenho (-19,2%).

No acumulado do ano, o destaque positivo foi da região de Marília, com retração de apenas 0,5% sobre os nove primeiros meses de 2015. E a Região Metropolitana Oeste foi novamente o destaque negativo (-15%).

Setores

Todos os setores do comércio paulista ficaram no vermelho no que se refere a volume de vendas em setembro em relação a igual período de 2015. Nas lojas de móveis e decorações houve o pior desempenho (-16,3%). A menor queda foi no segmento de autopeças e acessórios, que caiu 3,8%, após ter registrado alta no mês anterior. No acumulado do ano, contudo, enquanto o primeiro setor continua no vermelho (-15,5%), o segundo cresce 2,8%, o que pode resultar da manutenção mais frequente que os consumidores fazem nos carros em tempos de crise, ao invés de comprar um carro novo.

A pesquisa ACVarejo é elaborada pelo Instituto de Economia da ACSP a partir de dados da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e de índices de inflação setoriais extraídos da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).